sexta-feira, 21 de abril de 2017

DIANTHUS (CRAVINA, PINKS, OEILLET)


Onde é que já se viu um jardim de ao pé de casa sem cravinas? Trouxemos as nossas para o canteiro mais próximo da entrada onde inevitavelmente são maiores a atenção e os cuidados. 


No início da primavera ansiamos pela cor. Dianthus são cor. Muitos até são totalmente inodoros. Para os bons aromas procuremos antes entre os cravos, seus familiares próximos. 


Junto às roseiras velhas, e com os vários tons de vermelho e rosa, brancos e até o amarelo-enxofre disponíveis em mais de 300 variedades, escolhamos formar belos tapetes combinando os tons esbatidos com os fortes.  Ou, para começar, dispunhamos um ou outro tufo de cravinas consoante o gosto.  São plantas robustas, de sucesso garantido, certas para quem se inicia nos trabalhos de jardinagem.

quarta-feira, 12 de abril de 2017

NARCISSUS PSEUDONARCISSUS (NARCISO espontâneo e de jardim, WILD and cultivated DAFFODIL)


As caminhadas, neste início de Abril, fazem-se por entre narcisos de pétalas de uma só cor. Diz uma tradição que pisar narcisos dá azar...mas há quase tantas tradições favoráveis à preservação das plantas selvagens, como de espécies vegetais espontâneas. E se a tradição não bastasse, lá estariam de guarda normas legais muito rigorosas.


Também o saudável hábito de oferecer narcisos, lírios ou tulipas pela Páscoa se cumpre com recurso às espécies cultivadas. Já para as crianças até aos 16 anos, o noroeste da Europa associa os ovos à celebração da Páscoa, promessa, esperança de renovação da vida, amizade. É-lhes oferecida "a caça", sempre premiada, a estes apetecíveis ovos (Egg hunt). Para isso, pais e professores, apoiados por vezes nas grandes marcas de chocolate, escondem os ovos de Páscoa nos jardins, quantas vezes em tufos de narcisos dourados, facilmente reconhecíveis. 


Nos próximos sábado e domingo há por ali a festa nacional dos narcisos, com passeios pelo campo, caça ao ovo, mini golf,  gruta secreta, barraquinhas, café, conversa e os visitantes são convidados a contemplar alguns milhares de narcisos em jardim e, até, a fazerem-se acompanhar de alguns dos seus melhores exemplares, trazidos expressamente de casa. Bons espíritos! E se isto não é saber celebrar...

quarta-feira, 5 de abril de 2017

SANTOLINA CHAMAECYPARISSUS (SANTOLINA, SANTOLINA "GREY")


Associo a santolina às bordaduras vegetais de outros tempos com que se compunham os canteiros de flores segundo figuras geométricas regulares ou, em curvas mais ou menos elaboradas. Uma vez dispostas, pouco exigentes em regas, quase que não requeriam mais do que alguma poda para se conterem nos limites convenientes. Mas, com um preço: a poda rasteira e frequente, inviabilizava na maior parte das vezes a floração. 


Nos presentes tempos em que não se pára para olhar um detalhe, predominam as manchas coloridas, as texturas, as combinações. 


Os caules crescem libertos da tesoura para alcançarem os 40-50 cm de altura. A folhagem cinzento-prateada, agora mais próxima da mão, continua a desafiar-nos à reverência de um toque para recolher os seus aromas. Realce para as flores na sua ainda que discreta beleza. Aplaudo.

segunda-feira, 27 de março de 2017

SCABIOSA (SAUDADES-ROXAS, SUSPIROS, PINCUSHION FLOWER, SCABIEUSE)


Era verão. O movimento das atraentes cabeças de flores em púrpura claro ou entre o vermelho e cor-de-rosa, dificultavam a focagem. Não iria perder o registo de filetes e anteras, com os seus finos traços a branco a contrastar com o vermelho-escuro dos floretes. E que bem apanhada a designação inglesa, "pincushion": almofada de alfinetes!


Uns 60 cm de altura de longos e finos caules, ofereciam-se à luz e ao vento húmido. Folhas da base em rosácea e menos abundantes à medida que se sobe na haste, profundamente recortadas, lanceoladas.



Seduzido pela disposição, forma e cores das flores demorei-me em contemplação: uma planta de outras paragens, pensei. 



O vigor da planta, a altura e a cor das flores, certamente um híbrido criado para decoração, distanciou-me da sua congénere scabiosa maritima, relativamente fácil de encontrar à volta da minha aldeia. Afinal, uma planta amante do sol, originária da Europa e abundante na zona mediterrânica. Consegue imaginá-la em tons rosados? Reconheceu-a?

quinta-feira, 16 de março de 2017

ECHIUM PLANTAGINEUM (CHUPA-MEL, PATERSON,S CURSE)


Planta selvagem, alastra rapidamente nas terras incultas e nas pastagens é um risco para o gado. Não é planta que se recomende. É tóxica e afasta plantas desejáveis.

  
Não deixam por isso, quando em flor, de ser plantas sedutoras. Agora que se anuncia a primavera, flores púrpura em botão, bastante ampliadas. 


Outras já plenamente abertas, coexistem  com botões em diferentes graus de desenvolvimento. 


Em antese.

quinta-feira, 2 de março de 2017

BRISA da TARDE (AFTERNOON BREEZE)


"...E este chão, que juncais de generosas flores,
É nossa alegre estrada, ..." 

(poesia de Machado de Assis, À memória do Ator Tasso)


Em cima, na primeira foto: poderiam ser flocos de neve, sobre o manto verde. No chão e a branco, são pétalas. Pétalas de flor de amendoeira tocadas pela brisa da tarde. À boleia da brisa solta-se o pólen. Um ou outro grão de pólen alcançará o seu estigma.


Os insectos dão uma quota-parte de ajuda: a natureza faz o seu trabalho. 

terça-feira, 14 de fevereiro de 2017

LYSIMACHIA CILIATA "FIRECRACKER" (LISIMÁQUIA CILIATA, FLOWERING SALLY)

 

Nesta variedade de lisimáquia o destaque vai, logo no início da rebentação primaveril, para a coloração a chocolate  da folhagem. Com o tempo irá abrir a tonalidades claras. Aqui, em Junho e em plena floração, ainda persistem os tons carregados, mas é notória a progressiva invasão de tons ou acastanhados ou já avermelhados e a clarear para o verde.  Esta conjugação é manifestamente invulgar. 


De cinco pétalas em amarelo vivo com uma marca de vermelho na base, cinco sépalas e cinco estames.


É uma planta rústica, de porte erecto, vivaz, rizomatosa, fácil de cultivar, tendendo a tornar-se invasiva mas os caules podem ser arrancados facilmente. Prefere um solo rico e fresco, podendo estar exposta ao sol ou à meia sombra. Multiplica-se por divisão dos tufos no Outono.