terça-feira, 17 de outubro de 2017

HABITAÇÃO, em terras de fogo e gelo.


        Glaciares repousam sobre fogo. Para além da aparência tranquila, o meio envolvente é explosivo.  E até nele continua o homem buscando lugar para a sua habitação.

sexta-feira, 13 de outubro de 2017

TERRA de FOGO e GELO; da possível agricultura.


  Por ali, a superfície cultivável é de, apenas, 1% do território e está circunscrita às terras baixas. A época de cultivo é naturalmente muito curta. 
  Em campo aberto, há espaço para pastos, aliás excepcionalmente nutritivos, para o centeio e a cevada e também para a batata, cenoura, couve ou nabo.  Em estufas,  aquecidas a energia geotérmica, cultivam-se o tomate, o pimento ou a abóbora e flores de corte.
  Saliente-se que o clima frio torna as pestes por insectos praticamente inexistentes. Assim, podem os agricultores dispensar o uso de agro-químicos. Nos tempos que correm é uma vantagem nada despicienda.  
  Apesar da presença da neve no cimo da montanha (trata-se, afinal, de um glaciar) a foto é de um dos últimos dias de verão. 

domingo, 8 de outubro de 2017

TERRA de FOGO e GELO ( THE LAND OF FIRE AND ICE)


Muito ao norte, Europa ainda, a vegetação composta maioritariamente de musgos e líquenes é fraca e dispersa  ou inexistente.  Melhora nas terras baixas junto às ribeiras, onde se acumulem pedras, seixos, areias ou barros. Por aí as surpresas podem ser o musgo candelária em flor, caméfitos como a silene uniflora, ou até salgueiros. Há tentativas de introduzir algumas variedades de lupinos (família do tremoço) em solos um pouco mais fundos. Admite-se que, no início do povoamento, largas áreas destes solos tenham sido ocupadas por florestas de bétulas (vidoeiros). Definitivamente, a velocidade com que foram destruídas pelo uso do homem não foi compensada pela regeneração natural.  Histórias que ainda hoje se repetem por outras latitudes. 

quinta-feira, 17 de agosto de 2017

SEBES (HEDGES)


     À partida há quem prefira não intervir. Em breve a surpresa com uma profusão  de grossas ramagens entrelaçadas, competindo entre si em busca de luz e ar, alternando a malha compacta com clareiras e, no todo, o aspecto descuidado, totalmente inapropriado mormente se se tratar de uma sebe tapa-vistas.  
     E aí a intervenção torna-se necessidade. Com um preço: o maior diâmetro dos ramos leva a que sejam  também maiores os danos provocados pelos cortes. Então, é preferível a intervenção anual limitada, podando e replantando para suprir as clareiras. No caso dos laurus pode recorrer a estacas extraídas da sebe. Se nem todas enraizarem - o que é normal - terá de insistir. A menos que esteja disposto a pagar o preço de novas plantas em vaso, já enraizadas. 

domingo, 16 de julho de 2017

HELIANTHEMUM ( SUN ROSE, HÉLIANTHÈME )


Num canteiro um tanto pedregoso, bem exposto ao sol, eis o helianthemum ali usado como planta de cobertura. 


À primeira vista as flores podem ser confundidas com rosáceas. Mas diferentemente destas os estames prendem-se à base do ovário. Situemos: as muito conhecidas estevas, tal como a tuberaria guttata, plantas  espontâneas do clima mediterrânico, pertencem à mesma família do helianthemum.


Surpreendentemente, flores de cinco pétalas e numerosos estames murcham demasiado cedo.


Bem longe das temperaturas estivais e solos pobres que em parte explicam a rápida maturação das sementes das  estevas dos nossos campos, as plantas das fotos de hoje são híbridos de helianthemum já adaptadas a um clima chuvoso e solos férteis. 

sábado, 8 de julho de 2017

NEM TUDO QUE RELUZ É OURO! (NOT EVERYTHING THAT SHINES IS GOLD)


Pequenos cursos de água aparentemente cristalina manifestam  a montanha viva.


Mas, vistas mais de perto, águas e leito, que surpresa: sobressaem tonalidades fortemente acastanhadas. Alarmante? E, no entanto, das nascentes até à foz no grande lago, não há vestígios de habitações, mesmo acampamentos temporários, pastorícia, muito menos indústrias, com as suas lixeiras e derivados. Tão só a montanha selvagem, típica das latitudes mais a norte da Europa.


Tranquilizemo-nos: investigadores que desde há dezenas de anos monitorizam estas águas, garantem que os tons de castanho nos aproximam cada vez mais do que eram os ribeiros de montanha antes da revolução industrial. Nos últimos decénios terá havido redução de chuvas ácidas, as tais que arrastam compostos de enxofre suspensos na atmosfera. Por seu lado, essa redução terá permitido o aumento de carbono orgânico dissolvido na água, aqui facilitado pelas quantidades enormes de turfeiras em toda a cadeia montanhosa. Mais cristalino igual a mais puro? Pelos vistos, nem sempre!