sexta-feira, 9 de junho de 2017

EUCOMIS BICOLOR (FLOR ANANÁS, PINEAPPLE LILY)


Fotografei esta exótica planta por alturas de Junho, num lugar de meia sombra do  jardim ao ar livre, aberto ao público, fresco, de solo manifestamente muito rico em húmus. 


Logo avisado: não é flor que se cheire! Mas insectos há que as preferem atraídos que são pelo duvidoso odor. É o caso da mosca. Prevenido, mas não menos interessado, continuei observando desde as folhas basais, estreitas, a verde com tintas violeta, o longo caule também nesses dois tons até ao surpreendente cacho de flores encimado por uma coroa  de brácteas folhosas. De algum modo a lembrar o ananás!


Trata-se de uma hyacinthaceae oriunda duma parte da África do Sul onde os verões são, além de quentes, também muito chuvosos. Ora, se alguma coisa abunda naquelas paragens onde a fotografei são exactamente as muitas chuvas de todo o ano. Chuvas que no exemplar fotografado fizeram tombar o caule, normalmente erecto.


Os bolbos  da eucomis são plantados a cerca de 10 cm de profundidade em Março em solo profundo, fresco, bem estrumado. As flores surgirão em Junho e permanecem até Agosto.
Como nota deixo registado que, por uma feliz associação, o jardim  tem estrumes próprios a partir de várias cercas e estábulos onde pastam animais que são regularmente visitados por crianças e adultos.


quinta-feira, 1 de junho de 2017

INULA HOOKERI (ELECAMPANE, AUNÉE)


A inula é uma asterácia muito vistosa de resultados certos quando usada  na composição de bordas.


Vejam-se  as flores marginais que formam o disco externo, de amarelo, muito finas, em subtil forma ligulada e as folhas em verde-claro.


Estas belas plantas são da mesma família das margaridas. Umas e outras apreciam a exposição plena ao sol e estendem profundamente as raízes. De modo que é conveniente a prévia preparação do solo com uma cava bem funda e, sobretudo no verão, manter-lhes a frescura. É aconselhável  a protecção do solo com recurso à palhagem, usando por exemplo a casca de pinheiro  ou resíduos do corte das relvas. Tem tendência para alastrar. Daí que, de 3 em 3 anos, se deva limitar o avanço pela divisão dos tufos. Após a floração também podemos limitá-la em altura.  

terça-feira, 23 de maio de 2017

PALETA de CORES (SET of COLORS)


Gazânias, em primeiro plano e, em fundo, mais nitidamente à esquerda as anémonas,  e depois, as cravinetas (dianthus);  


mas também uma profusão de alyssum a branco, amores-perfeitos multicolores e, de novo, dianthus em tons rosa. 



Algumas possíveis combinações de cores escolhidas com muita sensibilidade pela minha mulher e chamadas ao seu persistente cuidado, compõem a meio desta primavera as bordas do relvado à porta de casa. As fotos foram obtidas após as chuvas deste mês. Nestes dias, porém, com temperaturas do ar a bater os 33 graus centígrados, todo o jardim, quintal e pomar estão à prova. Um desafio que nos compromete também.

terça-feira, 16 de maio de 2017

CAMPANULAS (CAMPÂNULAS, BELLFLOWERS)


Uma cerca de pedra compacta dá abrigo a um jardim informal. 


Pequenos arbustos muito bem conduzidos por podas adequadas, suportam algumas trepadeiras e herbáceas vivazes, formando um mosaico de texturas, cores e formas diversas. Acontece esquecermos a monotonia formal da construção. 


Realce para as campânulas de pé alto, em flor entre o final da primavera e o princípio do verão, possivelmente da variedade campanula portenschlagiana, bem conduzidas por entre uma teia de folhas variegadas. 

quarta-feira, 10 de maio de 2017

ASTRANTIA (GREATER MASTERWORT, ASTRANCE, SANICLE)


A variedade de astrantia mais comum nos jardins é a das flores brancas. Estas apresentam uma leve tonalidade de cor-de-rosa e outras há de tonalidades mais quentes que vão até ao vermelho. Como o seu nome indica as flores sugerem pequenas estrelas. 


As folhas compostas, palmadas, têm igualmente um alto valor decorativo. São plantas umbelíferas (= Apiáceas), com as suas inflorescências em forma de umbela. A essa família pertencem também a salsa, o coentro e o funcho. 


O sítio onde as fotografei é sombrio e fresco. A floração dá-se entre Maio e Setembro. Também se adaptam bem transpostas para vaso. E proporcionam belos arranjos de longa duração. Gostam de um solo rico e bem cuidado e multiplicam-se facilmente por sementes. Surpresa: quando sementes transportadas pelo vento multiplicam as plantas pelos jardins vizinhos

quarta-feira, 3 de maio de 2017

DORONICUM ORIENTALE (LEOPARD,S BANE, DORONIC)


Pela primavera, é das primeiras flores nas terras altas do norte da Europa. Em jardim, só a partir de fins de Abril, começos de Maio, podemos dispor desta planta em espaços acessíveis, quer públicos quer ao pé da porta. Nas latitudes mais a sul, poderemos encontrá-las em flor logo a partir de Março.


À primeira vista, diríamos estar perante margaridas amarelas. Mas uma olhada pelas folhas basais, de longos pedúnculos, e depressa quebramos a ilusão. Ali, onde as fotografei, são usadas como plantas de cobertura. O ambiente é naturalmente húmido e é certo apreciarem a frescura. Mas, pela tonalidade das folhas, parece haver um excesso. De resto a estação decorreu particularmente chuvosa e os solos estavam, por isso mesmo, saturados de água. E esta planta quer-se anunciando o regresso dos dias de sol.

sexta-feira, 21 de abril de 2017

DIANTHUS (CRAVINA, PINKS, OEILLET)


Onde é que já se viu um jardim de ao pé de casa sem cravinas? Trouxemos as nossas para o canteiro mais próximo da entrada onde inevitavelmente são maiores a atenção e os cuidados. 


No início da primavera ansiamos pela cor. Dianthus são cor. Muitos até são totalmente inodoros. Para os bons aromas procuremos antes entre os cravos, seus familiares próximos. 


Junto às roseiras velhas, e com os vários tons de vermelho e rosa, brancos e até o amarelo-enxofre disponíveis em mais de 300 variedades, escolhamos formar belos tapetes combinando os tons esbatidos com os fortes.  Ou, para começar, dispunhamos um ou outro tufo de cravinas consoante o gosto.  São plantas robustas, de sucesso garantido, certas para quem se inicia nos trabalhos de jardinagem.